Os olhos vidrados na fome ou na vitrine?
Os olhos cansados, de uma fome que não descansa , de mais um vicio cheio de dedos , que aperta o pescoço fino e corroe a mente fresca, encarando o tapa da luva de pelica da sociedade, qua doa a atenção para televisão, e enquanto tal futuro sente frio na frente das vitrines, os manequins bem agasalhados, com os olhos sem retina, enquanto o individua filhote, a mesma espécie, fazendo cruz na boca ou enfrentando o saco preto de desperdício, o coração ainda novo, cheio de dor, cheio de sonhos, abate uma carteira pra ver si sacia um pouco da sede, criança que não brinca, si fantasia de carcará, e cai na aflição da ruas do mundo.




