Aos cinco anos de idade eu vi o filho do vizinho soprando uma flautinha de brinquedo e pedi ao Papai Noel uma igual. Aos onze anos comecei a estudar com um flautista amador, um carteiro, que tocava em igrejas, em rodas de Choro e orquestrinhas da cidade. Depois comecei a estudar sério porque até então tocava meio de ouvido, como os cantores também cantavam de ouvido; as introduções a gente improvisava na hora, ficava mais leve. Nos anos 50, com o surgimento dos arranjos, tive que me esmerar mais nos estudos. Tive professores no México, EUA e URSS. Conheci Pixinguinha, Benedito Lacerda e Dante Santoro. Meu grande aprendizado de Choro foi quando eu era 'músico vira-lata'. Saía fuçando rodas de Choro todo dia depois do trabalho. Eu gosto muito de improvisar! Não toco uma frase repetida, cada vez que eu toco é uma frase diferente."
Atualmente apresenta-se com seu conjunto de choro por diversas cidades brasileiras, com sucesso absoluto. Em um show alegre e descontraído, conta algumas histórias da música popular brasileira ao lado de seu selecionadíssimo e apurado repertório, que também traz arranjos de música clássica em ritmos brasileiros. Freqüentemente, apresenta-se com orquestras sinfônicas por todo o território nacional e em diversos países, exercitando assim o seu lado erudito.
Compositor de versatilidade extraordinária, já compôs cerca de 200 músicas dos mais variados ritmos e estilos. Com 60 anos de carreira, tem mais de 100 gravações entre discos, fitas e CDs.
É um gênio vivo, patrimônio inegável de nossa cultura! Um grande exemplo de perseverança, amor pelo instrumento e à música – dom de Deus, que lhe permite transmitir ao público: alegria e amor.
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