Sua vida artística começou aos 15 anos de idade, quando deixou sua cidade natal para acompanhar o grupo os "Seis Áses", tocando em todos lugares até chegar à capital.
Nessa época se apresentava ao lado de outros músicos que mais tarde alcançaram a fama, como Ñico Saquito (Antonio Fernández) e Evelio Machín, já mortos.
Para celebrar o 80º aniversário dessa turnê, no ano passado apresentou a seu show "Se secó el arroyito", um espetáculo tradicionalista sobre o amor da filha de um capataz de um engenho de açúcar com um jovem pobre.
Mas nem tudo foi música na vida de Compay. Para poder comer foi lavrador, "charuteiro" (dobrador de folha de tabaco), cabeleireiro e pintor de paredes, conforme contava.
Começou sua vida artística tocando clarineta, instrumento com o qual entrou na Banda Municipal de Santiago de Cuba e a partir de 1934 se radicou em Havana, onde integrou um quinteto com Saquito.
Na década de 50 formou o duo "Los Compadres" com Lorenzo Hierrezuelo, de onde veio seu nome artístico ("o segundo dos Compay"). Após vários anos no duo, se separou para montar seu próprio grupo.
Mas depois de alcançar certa fama nacional, caiu no esquecimento. "Fiquei 14 anos sem gravar um disco", afirmou, até que a música cubana das décadas de 30, 40 e 50 do século 20 conquistou fama mundial e Compay Segundo teve sua segunda oportunidade, já idoso.
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